A culinária italiana agora é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO: o anúncio oficial foi feito.

A UNESCO acaba de premiar a culinária italiana com uma das mais prestigiosas honrarias culturais do mundo.

No anúncio, feito em dezembro de 2025, a UNESCO reconheceu a culinária italiana como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, tornando-a, dessa forma, a primeira culinária nacional completa a receber essa prestigiosa honraria.

Tal designação celebra as tradições culinárias italianas, que incluem não apenas receitas específicas, mas também e, especialmente, a culinária caseira, os rituais compartilhados e a transmissão de habilidades entre gerações. 

Entre outros 77 países, a Itália apresentou sua candidatura, destacando a culinária italiana e a cultura que a envolve.

A decisão foi tomada pelo Comitê Intergovernamental reunido em Nova Delhi, na Índia, e representa o reconhecimento de um sistema cultural que une tradição, identidade e sustentabilidade.

O governo italiano apresentou a diversidade de sua gastronomia, e mostrou os inúmeros segmentos de culturas únicas que se mantêm vivos, por meio da comida e da culinária.

Após o anúncio da inscrição, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, fez  declarou que a culinária italiana engloba identidade e estilo de vida e que o reconhecimento vai além da comida, representando a identidade, tradição e estilo de vida italiano. 

A primeira-ministra descreveu que a culinária é também uma forma de “cuidar da família, amigos e convidados”, que a culinária une história, cultura e biodiversidade.

A premiê classificou a decisão como uma “vitória Nacional da Itália”, um “reconhecimento histórico”, e agradeceu ao trabalho em equipe do governo,  que inclue os ministros da Agricultura e Cultura.

Meloni destacou o papel dos italianos que vivem fora do país, e afirmou que a valorização da culinária italiana no mundo também se deve a eles.

O reconhecimento é visto, pelo governo Meloni, como um instrumento importante para proteger os produtos italianos autênticos contra imitações e concorrência desleal.

Isso ocorre num momento em que a Itália luta contra a comida italiana “falsa”, incluindo uma recente denúncia apresentada ao Parlamento Europeu, depois que apareceu potes de molho carbonara pré-embalado nas prateleiras de supermercados. 

Além disso, a Itália também combate a produção de azeite falsificado e o uso de nomes com sonoridade italiana em produtos que não foram fabricados na Itália.

A primeira-ministra ainda enfatizou a declaração que a culinária é a “embaixadora mais formidável” da Itália,  que impulsiona o turismo e valoriza o estilo de vida italiano. 

Certo é que o governo italiano, sob a liderança de Meloni, promoveu ativamente essa candidatura, com o objetivo de valorizar a cultura e a economia agrícola do país.

Em relação à Unesco, a Organização reconhece que o prêmio realmente não se trata apenas da comida, da culinária. 

Trata-se, na verdade, da natureza social e intergeracional da transmissão dessas habilidades, com as “nonas”, ensinando e repassando pratos tradicionais para seus netos. 

Segundo Pier Luigi Petrillo, um dos editores da proposta italiana na candidatura inicial,  diz que “o ato de cozinhar na Itália transcende a simples necessidade nutricional para se tornar uma prática diária complexa e multifacetada”.

De acordo com o documento da UNESCO, “É uma forma de se conectar com a família e a comunidade, seja em casa, nas escolas ou por meio de festivais, cerimônias e encontros sociais”.

E continua, “Além da culinária, os praticantes vêem o elemento como uma forma de cuidar de si e dos outros, expressar amor e redescobrir as raízes culturais. Também fortalece laços, incentiva o compartilhamento e promove um senso de pertencimento.”

Quais foram os detalhes do reconhecimento:

  • Status oficial: é o reconhecimento confirmado pelo Comitê Intergovernamental em Nova Delhi, destacando o valor cultural, social e econômico da culinária italiana.
  • Comida, mas também cultura: é o que a proposta priorizou, uma culinária como um “ritual social de convívio” no qual se conecta famílias e comunidades.
  • Sustentabilidade e tradição: o prêmio reconhece a natureza “anti-desperdício” da culinária italiana e sua dedicação à biodiversidade regional.
  • Proteção: é uma forma deste estatuto proteger as práticas culinárias italianas autênticas da imitação.
  • Reconhecimentos anteriores: A Itália já tinha itens específicos relacionados à alimentação listados, como a arte do “Pizzaiuolo” napolitano. 

Essa vitória surge na sequência de uma campanha do governo italiano para homenagear a identidade culinária do país, que está profundamente enraizada na sazonalidade e em técnicas tradicionais transmitidas de geração em geração.

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É inegável que de todas as culinárias do mundo, a italiana tenha impactado mais o cenário gastronômico internacional do que qualquer outra.

Pode-se dizer que a Itália é um país relativamente jovem, pois o Reino da Itália foi oficialmente formado em 1861, por meio da unificação de muitas cidades-estado já existentes. 

O processo de fusão foi lento, com muitos conflitos, uma vez que nem todos concordavam com a ideia de unificação. 

Somente em 1871, a capital oficial da Itália foi transferida de Florença para Roma, e a Itália tornou-se totalmente unificada.

A unificação da Itália marcou o século XIX e exerceu um impacto não somente para os italianos, mas para toda a Europa. 

Após batalhas, eventos diplomáticos e muitos movimentos populares, o processo de unificação moldou o mapa político da Europa, bem como abriu caminho para transformações profundas, especialmente em temas como nacionalidade, relações internacionais  e identidade cultural. 

É neste ponto que a culinária  desponta.

Além disso, o processo de unificação fez unir diversas cidades-estado e culturas.

Diante desse cenário, surge a história da culinária italiana que se tornou, inicialmente, mais intrincada, porque cada região da Itália já tinha sua própria cultura, e suas tradições e especialidades gastronômicas distintas. 

Alguns fatores externos também contribuíram, como, por exemplo, a disponibilidade de ingredientes, isto é, dependendo da cultura da região, os ingredientes influenciaram na criação de pratos.

Prova disso, é a cultura árabe que influenciou a Itália de diversas maneiras e ajudou a moldar a culinária italiana. 

E, assim, à medida que as diferentes culturas introduziram seus ingredientes e especiarias do Novo Mundo na Itália, os italianos começaram a adicionar mais variedade e diversidade aos seus pratos. 

A culinária italiana recebeu grande influência da Roma Antiga.

Nesta época, a gastronomia era muito diferente. Os romanos gostavam de molho de peixe, além de cominho e coentro.

Os romanos aproveitavam as rotas comerciais com os árabes, iniciadas por volta do século I a.C., e passavam a consumir cítricas e especiarias, bem como a pimenta que o livro de receitas de Apício incluía esse ingrediente.

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Após a queda do Império Romano em 476 d.C., foi a vez da Idade Média apresentar  uma culinária mais uniforme, consumida em alguns países da Europa Medieval, sendo hoje considerada uma culinária tailandesa e indiana.

Ao chegar no século XV, época das grandes navegações, na qual os europeus descobriram o Novo Mundo, a culinária italiana começou a mudar drasticamente com a introdução de tomates, batatas, pimentões, milho e cacau. 

Como, nessa época, a Sicília estava sob domínio árabe, recebeu naturalmente influência da culinária árabe.

Os árabes introduziram, aos sicilianos, diversas especiarias, como frutas secas e ervas secas, além da massa que ganha rapidamente popularidade, se espalhando por Nápoles e Gênova e que os italianos logo a transformaram em arte.

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Ao final da Idade Média, deu-se início a novas ideias culturais, surgindo assim, os primeiros núcleos produtivos que impulsionaram a expansão de uma nova classe social: a burguesia.

A burguesia contribuiu com vários fatores econômicos e sociais, entre eles a culinária.

Os burgueses requisitavam para si alimentos requintados que significavam símbolo de status social e econômico, e cozinhar tornou-se mais um ato de prazer e requinte. 

A base da alimentação era preparada a partir de carnes e vegetais refogados, temperados com molhos e temperos ricos e saborosos.

A Toscana desempenha até hoje papel essencial na gastronomia italiana.

Ainda no século XIV, com a burguesia no auge, os comerciantes e muitos artesãos passaram a requisitar uma culinária melhor, com pratos mais bem preparados, com receitas diversas, não somente para se configurarem como símbolo de seu status social, mas também, para fazerem reuniões, festas, receber os comensais.

Fato é que houve certo interesse por uma experimentação culinária, pois havia condições para tanto.

Desse modo, a culinária novamente se reacendeu nessa época, uma vez que agora havia condições, interesses para desenvolver o alimento de alta qualidade.

A Toscana era uma região que possuía acesso a uma grande variedade de produtos e terras férteis. 

Não é à toa que até hoje as colinas onduladas de Siena e Florença produzem azeite, ervilhas e repolho e uvas. 

Além disso, animais como cordeiros e bezerros foram criados em uma parte da Toscana. 

De maneira que vendedores e agricultores locais se reuniram no mercado de Florença para vender e trocar leite, queijos e ovos. 

Outras regiões da Toscana ganharam popularidade por suas imensas plantações de uvas, se transformando em produtores dos vinhos Chianti, Montalcino e Montepulciano e outros vinhos de qualidade. 

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O período renascentista mostrava um lado de grande disparidade social, contudo a gastronomia evoluiu por várias regiões da Itália.

Em Roma, vivia o Papa, isso significava que a comitiva papal apreciava banquetes suntuosos, uma vez que qualquer grande celebração era vista como símbolo de status e importância.

Nesse sentido, os banquetes incluíam pratos como ovas e faisões assados, frango cozido em molhos, biscoitos, pinhões e até sobremesas como marzipã e chantilly. 

Já em Veneza, a cidade era a única importadora de especiarias orientais para toda a Europa, além de deter o monopólio da importação e produção de açúcar.  

Em decorrência, Vaneza passou a ser símbolo de opulência, que refletia em poder financeiro e marítimo, especialmente, pela reciprocidade de relações com toda a Europa.

Na verdade, a cidade atuava como ponte entre a Europa e as especiarias asiáticas, influenciando e transformando profundamente o sabor e a conservação dos alimentos.

Nesse diapasão, até as pequenas cidades italianas conseguiram prosperar, em decorrência da agricultura e do comércio.

Daí a criação de pratos simples a partir dos ingredientes disponíveis em suas regiões, como, por exemplo, sopas, pão e pratos simples de carne eram refeições típicas para a maior parte da população. 

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No Renascimento, o macarrão já era até então conhecido como pasta.

  • Maccheroni ou Macarrão: é um termo genérico usado para massas secas ou frescas, muitas vezes tubulares ou em formatos irregulares, comuns em Nápoles e no sul da Itália.
  • Vermicelli: é uma massa longa e fina, precursora do espaguete.
  • Lasanha ou Lasagne: é um tipo de massa parecido com folhas largas que são muito comuns desde a Idade Média e que continuam muito populares até os dias de hoje. É servida com queijo e especiarias.
  • Tortelli ou Tortellini: deliciosa massa recheada. Sua origem é do norte da Itália, muito consumida por nobres e burgueses.
  • Gnocchi ou Nhoque: aqui o Gnocchi é feito com farinha, pão ou ervas. Somente depois do processo de Colonização, as batatas chegaram ao Continente Europeu e foram para a cozinha italiana, fazendo parte do Gnocchi.
  • Ravioli: são massas recheadas, tanto com carne, ricota e/ou vegetais.
  • Tagliatelle/Fettuccine: são massas frescas longas e planas, típicas das regiões do norte como Emília-Romanha, uma região no norte da Itália, que se estende dos Montes Apeninos até o Rio Pó, ao norte, conhecida por suas cidades medievais, ricas em gastronomia.

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No decorrer dos séculos XVII, XVIII e XIX muitas regiões da Itália testemunharam o desenvolvimento de uma culinária mais sofisticada. 

Isso porque, até o século XVII, a Itália era uma nação líder em inovação gastronômica na Europa, contudo, a França emergiu, num primeiro momento, como uma rival acirrada com novos e marcantes alimentos e sabores. 

Tamanha rivalidade fez crescer a busca por uma definição mais precisa da culinária italiana, bem como uma identificação do que essa definição realmente significava. 

Nesse diapasão, os chefs tentaram criar uma culinária nacional na qual poderia incluir vários elementos de cada região. 

Com o tempo, isso mudou, à medida que os chefs começaram a elaborar pratos regionais como uma celebração de todas as suas diferenças. 

Essa prática impulsionou a tradição culinária italiana moderna com o tema da unidade na diversidade. 

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Já no século XVII, os chefs italianos começaram a redefinir a culinária italiana. Para tanto, se concentraram em unificar os pratos italianos, celebrando as diferenças regionais, bem como experimentando arranjos de alimentos mais complexos. 

Alguns especialistas concordam que o Tiramisù tenha surgido no século XVII. 

Vale dizer que a maioria das sobremesas mais famosas da Itália são dessa época, incluindo o Torrone e a Zuppa del Duca (Tiramisù), ou Pudim do Duque. 

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A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) é uma agência especializada da ONU.

Sua fundação ocorreu no ano de 1945 com sede em Paris. 

Sua principal função é a de promover a paz mundial, segurança e desenvolvimento sustentável, mediante cooperação internacional nas áreas de educação, ciência, cultura e comunicação. 

Educação: tem como propósito garantir educação de qualidade para todos, operando no ensino superior e na alfabetização.

Cultura: busca proteger o patrimônio cultural e natural, abrangendo o tombamento de sítios como Patrimônio da Humanidade.

Ciências: tem a intenção de promover projetos de cooperação científica, como estudos sobre biodiversidade, água e gestão de geoparques.

Comunicação e informação: nesta área, busca defender a liberdade de expressão e preservar documentos históricos, por meio do programa Memória do Mundo.

No Brasil, a UNESCO representa uma agência técnica para promover educação de qualidade, cultura, ciências e comunicação, colaborando com governos para implementar políticas públicas e proteger o patrimônio. 

Suas funções focam no desenvolvimento sustentável, combate à desigualdade, preservação da Amazônia e da cultura

A organização, dessa maneira fortalece laços intelectuais e morais da humanidade, a fim de evitar conflitos mundiais, de maneira a usar o conhecimento e a cultura como instrumento de união.

Como a Europa é um continente que abriga mais de quatrocentos locais de Patrimônio Mundial da UNESCO, dando destaque, especialmente, a densa concentração de bens culturais, históricos e naturais de valor inestimável. 

Nesse sentido, países como Itália, Espanha, Alemanha e França lideram, pois possuem o maior número de locais que preservam, desde centros históricos medievais a paisagens naturais únicas. 

  • Grécia: a Acrópole de Atenas,
  • Itália: Veneza e Cinque Terre, conjunto de vilarejos litorâneos centenários na costa acidentada da Riviera Italiana,
  • Reino Unido: Palácio de Westminster,
  • Espanha: Templo Expiatório da Sagrada Família), também conhecido simplesmente como Sagrada Família, que é um grande templo católico da cidade de Barcelona, na região da Catalunha,
  • Irlanda do Norte: A Calçada dos Gigantes,
  • Itália: Grutas dos Apeninos do Norte.
  • Bélgica: Centros como Bruges,
  • Letônia: Riga, e
  • Estônia: Centro histórico (cidade velha) de Tallinn.

A propósito, a UNESCO possui uma  importante sede de ciência e cultura em Veneza, Itália. Isso ocorre, uma vez que os locais são selecionados com base em critérios de valor universal excepcional, e tem como intenção proteger e preservar para gerações futuras.

Além disso, a lista de Patrimônio Mundial na Europa inclui centenas de lugares, com ênfase na Europa Meridional, países como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Malta, Albânia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Eslovênia, Macedônia do Norte e o território da Turquia europeia fazem parte.

Esses locais atraem milhões de turistas anualmente, sendo fundamentais para a identidade cultural da Europa.

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Pode-se dizer que a Pizza é um prato que atravessou séculos, e é servida e apreciada no mundo todo, além de ser um dos símbolos mais conhecidos da Itália.

Como parte integrante da cultura da Italiana, a Pizza se originou  em Nápoles.

Antes de ser pizza, a pizza era um pão. Contudo, depois da descoberta da fermentação pelos antigos egípcios, os romanos passaram a fazer uma espécie de pão achatado e redondo.

E foi esse pão que, com o passar dos tempos, se espalhou pelo território italiano, sendo chamado, no início, de “pizo”, ou “pissa”, só depois passou a ser chamado de “pizza”.

Depois de Roma, essa massa redonda chega a Nápoles e lá ganha temperos como o alho, sal, azeite e queijos e ervas aromáticas.  

Depois um maravilhoso ingrediente é acrescentado: o tomate. 

Essa criação se tornou uma dos alimentos típicos italianos e, desde 2017 é considerada patrimônio imaterial cultural pela UNESCO. 

560g de farinha do tipo 0 ou 00 (são mais difíceis de encontrar, então pode usar farinha de trigo se não achar) 

360g de água

12g de sal 

6g de fermento biológico fresco 

400g de tomate pelado 

15g de alho picado 

30g de azeite 

60g de manjericão

200g de mussarela 

Adicione a farinha de trigo na batedeira (use o gancho para massas pesadas). Por cima da farinha, adicione o fermento e ligue o utensílio em velocidade baixa.

Adicione sal e metade da água na massa. Aos poucos, vá adicionando o restante da água até que a massa comece a soltar da lateral, juntando-se totalmente ao gancho. Você deve bater por aproximadamente 10 minutos. 

Coloque a massa em uma superfície e a boleie, trazendo as extremidades para dentro. Então, enfarinhe a superfície e cubra a massa (pode usar a própria tigela da batedeira para isso). Deixe descansar por 2h (se estiver quente) ou 3h (se estiver frio).

Após esse tempo, divida a massa em 3. Boleie novamente e cubra com um pano, deixando-a descansar por mais 40 minutos.  

Durante esse tempo, deixe o forno pré-aquecido em temperatura máxima. Leve ao forno uma frigideira de ferro ou uma fôrma com diâmetro de 30cm. 

Adicione o tomate, o manjericão, o alho, metade do azeite e sal em uma tigela. Você deve apertar o tomate pelado com as mãos para ele formar um molho de tomate rústico. 

Abra a massa descansada em uma superfície enfarinhada empurrando com os dedos do meio para as bordas. Lembre-se de não apertar a borda porque ela precisa crescer. 

Remova a frigideira do forno, adicione azeite e coloque a massa aberta. Espalhe o molho pela pizza, lembrando de não colocar nas bordas. Adicione a mussarela e leve ao forno até que a borda fique bem inflada (cerca de 90 segundos). Retire do forno, finalize com manjericão e sirva a pizza napolitana! (https://www.galbani.com.br/)

O molho à bolonhesa ou ragù alla bolognese, surgiu no século XVIII, naturalmente em Bolonha, Itália.

A receita original era feita sem tomate, e a base do molho era a carne de vitelo, leite e vinho.

Contudo, no ano de 1982, a Accademia Italiana della Cucina oficializou a receita com  carne bovina ou suína, adicionando o extrato de tomate, que se tornou popular no final do século XIX. 

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300 g de carne moída grossa

150 g de pancetta (barriga suína)

50 g de cenoura

50 g de salsão

50 g de cebola

300 g de polpa de tomate ou tomate pelati

½ taça de vinho tinto

1 copo de leite inteiro

Caldo de carne o quanto baste

Azeite de oliva extravirgem ou manteiga

Sal a gosto

Pimenta-do-reino a gosto

½ copo de creme de leite fresco (opcional)

Numa panela, refogue a pancetta cortada. Em seguida, adicione três colheres de azeite ou 50 g de manteiga. Depois a cebola, a cenoura e o salsão. Cozinhe em fogo baixo até amolecer os vegetais.

Acrescente a carne moída e refogue. Adicione o vinho lentamente, e misture para evaporar. Agora, acrescente o molho de tomate, tampe a panela e deixe levantar o cozimento, em fogo baixo. Adicione o caldo aos poucos, sempre que necessário, depois acrescente o leite. Esse processo leva mais ou menos duas horas.

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A história do gelato começou na Antiguidade, ainda no Império Romano. Os imperadores gostavam de sobremesas refrescantes feitas com neve e gelo, buscados nas montanhas. Depois era misturar com mel e suco de frutas. 

Contudo, o gelato, como o conhecemos hoje, ocorreu durante o Renascimento italiano, em Florença.

Nesse período, surgiram as primeiras receitas de gelato à base de leite, ovos e açúcar, aproximando-se cada vez mais da consistência cremosa que conhecemos hoje.

Uma figura importante que contribuiu para tornar o gelato tão gostoso, foi 

Bernardo Buontalenti, arquiteto e engenheiro florentino. É a ele que se dá a criação do primeiro gelato moderno no século XVI. 

O que ele fez? conhecido por sua criatividade e inovação, Buontalenti apresentou aos 

Médici uma sobremesa gelada feita com leite, mel, gema de ovo e um toque de vinho, preparada com uma técnica de refrigeração avançada para a época. 

A aceitação foi total e marcou um ponto de virada importante na história do gelato.

Hoje o gelato tornou-se uma tradição italiana que atravessou séculos.

Cada região contribuiu com suas próprias técnicas e ingredientes, criando um patrimônio único de sabores e aromas. 

O gelato italiano é mais do que uma simples sobremesa; é uma verdadeira experiência cultural que continua a evoluir, e que mantém sua essência artesanal que proporciona prazer e frescor.

A culinária italiana definitivamente cativa os sentidos dos amantes da gastronomia em todo o mundo. 

Pela natureza de suas receitas, tão simples, criadas com ingredientes frescos, irão deliciar o paladar da maioria das pessoas.

Ademais, as receitas vem  com um ingrediente particular: a rica história do país.

Saborear um prato de massa autêntica ou compartilhar uma pizza em um restaurante italiano, em qualquer cidade italiana, sempre aquecerá sua alma.

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